segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Estrada de marfim

(desculpem- me mais uma vez os erros gramaticais)
Quando meus pés inseguros
tocaram esse chão frio
Um vazio me invade o peito
Ainda que relusente, o marfim
é rígido e não esquenta os pés
descalços
É carrasco de quem já foi
castigado sem ser criminoso
Não despontada ou desiludida
pois sabía por conhecimento,
de causa e de estrada
que esse caminho é cruel
porém não é ingrato;
Sem melancolia, horror ou tristeza
só o vazío mais profundo
que possa caber no infinito
Nem dar voltas, nem voltar atrás
é o caminho de quem já pisou em pedras
e com os pés ainda feridos
não ousa pisar nelas novamente
mas elas estão embaixo dos meus pés
E novamente ando por esse
supermercado, essa praia, aquela praça
e em prantos de sangue vejo meus pés
tortuosos, torturados, cançados coitados
Mas agora vou até lá sozinha
sem vida, sem cor, sem carne
Não espero mais nada, por que
este corpo está cançado, ainda,
que a alma descance
Apenas ao final deste caminho
que o peito acorde ou não,
este corpo se levanta,
por que não é douçura do tempo
esperar que o tempo passe
que a ferida cicratize
e que os orgão imóveis, se animem
como sangue sem pulso que corre em mim,
Só me resta o nada, de coisa alguma
que já fede a podre das entranhas
das histórias que ouvia, mas eram histórias
não estórias e eu não sabía,
Vai em paz e descança
tu sem alma, tu sem dor
tu sem cor...
Autora: Cristina Borges

sábado, 8 de agosto de 2009

Mudança de planos

Hoje iría escrever sobre mais uma banda, mas por essa tenho um apreço maior, então resolvi fazer uma pesquisa melhor, pra poder ser fiel a ela, então fiquem com mais uma de minhas bricadeiras palavriosas como gosto de chamar minhas Prosas e Prosopopéias.

Pra quem ta curioso a banda é a Pedra Letícia.

(Perdoem- me pelos possíveis erros gramaticais)



Com uma Pedra na cabeça


Como sería se doces palavras me beijassem

com o vento a tocar meu rosto com aroma

de capim molhado?


Sería então manhã, se não fosse tarde,

sería agora pastagem, e não o que piso,

sería qualquer coisa menos o capim

molhado;


E se eu me encontrasse de manhã

com o passáro cantante e perguntador,

ainda diría que cedo ou que tarde?


Diría que agora, que me cante

que me encante, que não me prenda

nessa cela chamada universso,

por que posso transecender essas paredes;


E do outro lado, chego depois que escrevo

e recebo um beijo doce a tocar meu rosto,

enquanto sinto cheiro de capim molhado,

ouço você cantando, pegando na sua mão;


Autora: Cristina Borges

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Facas Voadoras


Antes de falar da banda, leia o que ela diz sobre si mesma.

"Músicas velhas recapeadas em sujeira nova e músicas novas embebidas em sujeira velha"

Minha opnião? Concordo plenamente.

A facas no cenário musical atual vem se saindo bem, levando-se em conta que nos últimos anos ele tem sido segregado por estilos e cada ano surge um, assim vai ocorrendo essa transição.

Siceramente essa é a melhor cena musical que já vi no meu pouco tempo de vida, ela dá espaço pra bandas independentes e com estilo alternativo, isso tem sido bem comercializado, esse tipo de som retro, com pegadas sujas e/ou de mpb tem sido as melhores misturas por enquanto. Ah! por favor vamos detonar com o pensamento de que por que algo faz sucesso se torna ruim, a essência é a mesma, sendo assim tem muita coisa que faz sucesso e é ruim, mas deixemos a stefhany de lado. Por fim a banda é muito boa.


Da esquina do Brasil(Natal) pra este blog.